Sunday, June 22, 2008

Mudando...

(tinne Fonseca, A Imperatriz)

Nada de Pão, doces e refrigerantes,
Caminhadas três vezes por semana no mínimo.
Chega de ficar em casa,
A ordem agora é viver coisa nova!
Estou voltando ao ritmo de visitas e viagens,
Neste final de semana fui a Pirenópolis,
Em sete dias estarei em São Paulo fazendo um curso.
Em julho pretendo estar na Chapada dos Veadeiros,
Festival Trance de Inverno, dançar com a lua e dormir na mata.
Atualizações Necesárias: Máquina Digital, Secretária Eletrônica,
Laptop, Celular, Internet 3G em qualquer lugar e fones de ouvido.
Comprei um abajur melhor, mais ainda preciso ir ao oftalmologista.
Nutricionista, Dermatologista, Dentista... E fazer o “Preventivo”.
Me perdi por aí, e não sei onde coloquei tanta coisa...
Onde será que está meu pen drive com gravador de voz?
Minhas luvas? Meu Casaco de Neve? Meu Guia Quatro Rodas?
Meus livrinhos dos Vigilantes do Peso? E o Medicina de A a Z?
Nossa! Por onde mesmo eu estive durante todos estes dias?
Onde estava “Eu Mesma”? Ah! Já sei... Ocupada com os outros!
O cansaço e a preguiça de fazer coisas por mim não me dominam mais,
Se eu me deixar levar por tudo isso vou querer pouco, conhecer pouco,
Escrever pouco, amar pouco, me contentar com o pouco... E viver pouco!
Cansei de passar o final de semana entre relatórios e palavras ao vento,
Dez anos de formada, doze de carteira, oito em clínica multidisciplinar,
Sete em consultório particular, mas preciso de novos desafios.
Preciso refazer meu currículo, meus contatos, minhas contas,
Meu Imposto de Renda, meus apegos e afetos, minha vida...
Vou molhar a grama, lavar o carro, tomar sol e cuidar das flores.
Vou olhar pra fora, aceitar convites, tomar um porre e cuidar das dores.



Tinne Fonseca
_ A Imperatriz

Thursday, June 19, 2008

Mais um ano de Aniversário do Blog!!!

Indefinido e Infinito...

E como se o tempo não houvesse passado, ainda tens a mesma pele macia. Ainda me chamas de linda tantas vezes que eu ainda acredito. Ainda me olha como se entrasse não só em meu corpo como também em minha alma. Eu tento resisti, mas com jeito tu chegas e eu vou deixando. Depois eu não consigo mais escapar e te desejo. O único movimento de fuga é o das horas. Será meu veneno e meu vício pra sempre, meu querido eterno “qualquer coisa”...

Aprendi como lidar com as emoções capazes de me confundir. Cansei de tentar entender as coisas! Isso é mesmo tudo o que pode ser. O que vai durar pra sempre não pode ser desgastado com questões rotineiras. O resto eu deixo pra estragar com outro. Aprendi a gostar de você como dá para ser. Não seria suficiente para mim se fosse de outra forma. No fundo eu sei que para muitas outras coisas você não serve...

Se a gente tivesse formalizado o ato, talvez os valores agregados destruíssem a nossa harmonia perfeita. Não haveria sido selado como eterno o êxtase momentâneo e o prazer completo que se despede sem a obrigação de acontecer novamente. Não quero me preocupar com o que nasceu para viver sem rumo, não é você quem eu quero como o que vai definir o rumo da minha vida. Amo liberdade pela possibilidade da escolha...

Você me faz rir quando tenta explicar o que acontece com a gente através de vidas passadas e feitiços. Certa vez quando você chamou a morte para perto de si dissestes que ao deixar de viver viria puxar meu pé à noite ou beijar o meu pescoço para sentir meu cheiro, pois nunca iria me deixar. A gente se entende, mesmo sem querer. A gente se quer, mesmo sem poder. E o que poderia vir a ser diferente a gente não quer! Não nesta vida...

Não há sentimento nesta relação? Ela se basta para aquilo que se propõe. Para o que completa quatro anos. Idas e Vindas que deixaram pelo caminho as expectativas e cobranças. Sem amarras, sem rótulos e com a sociedade hipócrita e medíocre fora disso. É bom ouvir-te dizendo de tua paz, tua vontade, teu carinho por mim e da impressão que tens que o mundo pára quando estamos juntos. Felizmente _ou não, o mundo continua dando suas pausas para manter-nos unidos...


Tinne Fonseca
_ A Imperatriz