Sunday, September 07, 2008


Tuesday, August 05, 2008

Abrindo Novos Caminhos

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Deixando o Castelo para viver em novos MUNDOS!!!
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A Imperatriz
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f i m
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Monday, August 04, 2008

Molho de Tahine Com Canela

Molho


Caldeirão da Bruxa Vet
Meus Experimentos na Cozinha

(Tinne Fonseca)



Molho de Tahine Com Canela


Ingredientes:
· Um Pote de Iogurte Natural (Integral ou Desnatado)
· Uma colher de chá de molho de Tahine
· Uma colher de sopa de molho de Mostarda
· Uma colher de sopa de Canela em Pó


Preparo:
Misture os ingredientes muna vasilha com uma colher até a mistura ficar homogênea e sirva como tempero.


Sugestão de Acompanhamento:
Saladas variadas, legumes e verduras. Pães. Sanduíches e lanches rápidos.

Monday, July 21, 2008

As Mulheres e Suas Tragédias

(Tinne Fonseca)

Acordei hoje pensando nas mulheres e suas estórias de vida, seus objetivos, suas regras e conflitos, seus amores e desamores, suas escolhas e imposições, a fragilidade e a força feminina. Estive de férias e sem a obrigação de escrever uma só linha por mais de três semanas_ nem relatórios, nem laudos e pareceres, nem dissertações e nem coisas atoa que costumo publicar no blog. E parece que isso me deu mais força para querer retornar às palavras. Eu definitivamente admiro as mulheres, elas transformam a dor em ação e enfrentamento. Por vezes, infelizmente, são capazes de uma devastadora autodestruição. A energia gerada durante o sofrimento feminino é tão grande e ainda maior que a simples a capacidade física de um homem para carregar peso ou a habilidade objetiva para estratégias e negócios. Não é fácil sermos “super-poderosas”, e nós somos. Pena que muitas não se dão conta disso!

Lembrei-me da moça jovem que se casou para sair de casa e foi morar na casa da sogra. Depois de alguns meses de humilhação e durante a primeira gravidez, o marido resolveu começar a construir uma casa simples para os dois. Lá estava ela de barrigão numa casa sem telhado e nem se quer laje. Passando frio para não ter que ser mal tratada pela sogra e nem voltar para casa dos pais. O marido, usuário de drogas, finalizou a obra como e quando pôde. Como um rato entre labirintos ela enfrentou seus medos enquanto ele estava em qualquer outro lugar fora ou dentro de si menos ali ao lado dela.

A violência familiar arrasa as expectativas de sucesso nas relações de interpessoais. Me entristeci com a realidade das crianças em lares desequilibrados onde o agressor mora no quarto ao lado. O medo se torna tão íntimo quanto o pai que abusou sexualmente da filha aos doze anos de idade. Foi difícil ouvir as barbaridades de um mostro que pediu perdão e foi perdoado pela filha. A mãe, que nada fez, hoje sofre de psicopatia grave. As feridas da mãe não deram conta de perdoar este homem com quem ela dorme todas as noites até os dias de hoje. A menina aos dezoito anos saiu de casa e a mãe está em vias de uma internação psiquiátrica.

Pensei na meiga jovem do interior que foi para cidade grande enfrentar o mercado de trabalho. Ela é dona de notável inteligência e uma beleza exuberante com seus cabelos loiros, olhos azuis e altura de miss. Aquela que todos gostam e confiam escondia a decepção de um amor não atendo. Inevitável não perceber o olhar dos homens para ela. Sozinha vai vencendo sua própria amargura de se sentir rejeitada por um relacionamento a caminho do fim. Ele, prostrado em frente ao computador dia e noite. Ela, se conformando com a migalha de vê-lo às vezes e sempre com a internet como centro e meio para o diálogo.

Vi o ataque epilético da menina de dezenove anos que trabalha como empregada doméstica para sustentar a casa. Pobre garota pobre, com dois filhos para criar e uma mãe com Auzimer. Teve seu primeiro filho aos treze anos de idade. Com a gravidez de risco acabou adquirindo epilepsia para o resto dos seus dias. Quando ela voltou à consciência perguntava se iria ser demitida depois do episódio de crise. As pessoas costumam demiti-la quando percebem a doença. Para os menos informados e preconceituosos é como se o doente estivesse “endemoniado” É assustador o seu estado durante o inevitável ataque que lhe acomete a cada dois meses mais ou menos. É assustador ser provedora, mãe, filha, doente e sozinha ainda tão nova. Pobre garota pobre...

O sofrimento não é um benefício apenas para as mulheres jovens, também houve uma senhorinha que dizia que o marido era um homem muito bom para ela. Várias vezes ela repetia as qualidades do homem com quem nunca se casou. Moravam juntos há mais de vinte anos. Ela dizia que ele só não era uma pessoa maravilhosa quando bebia. Sob o efeito do álcool ele se tornava frio, grosseiro, quebrava coisas dentro de casa e ameaçava agredi-la fisicamente. Já não dividiam o mesmo quarto há anos. Perguntei a ela com que freqüência ele estava embriagado e se tornava um homem ruim e ela me respondeu com olhos emocionados que ele bebia todos os dias a noite... Pouco tempo depois ela, quase aos setenta anos, veio me contar que havia se separado. Ele, além de retirar-lhe a segurança de uma companhia durante a velhice, pediu metade de tudo o que era dela como forma de negociação para sair de casa.

A senhora moça que passou a vida como dona de casa dedicada ao marido, aos filhos e netos. Foi uma das mais nobres pessoas que conheci e vangloriáva-se pelo prazer de sentir-se mais linda a cada dia a espera de seu amado. Ninguém reconhecia sua idade e muito menos o motivo que levou o marido a traição. No dia que ela descobriu através da própria amante dele seu mundo ruiu. A depressão foi inevitável e ela acabou com um quadro de anorexia na UTI de um hospital. Não conseguia suportar a dor da humilhação social e a vergonha do erro das próprias escolhas. Embora nenhum homem peça permissão para trair, por que jurar e exigir um amor exclusivo para vida toda?

Talvez relacionamentos abertos onde não haja cobranças em relação à fidelidade e não se divide as contas seja uma saída. Não sei se acredito que alguém consegue ser feliz sem dividir a vida além da cama. Quando se chega em casa cansada, sem ninguém para conversar, sem um peito para recostar-se, sem alguém para fazer nossas vontades... E sem vontade de nada. A quem recorrer nestas horas? É mais deprimente ainda ver mulheres solitárias escondidas atrás de um rótulo de relacionamento seja ele qual for _como amantes, namorados, namoros à distância ou casamentos que não satisfazem a real necessidade de contato e atenção que nós mulheres precisamos e merecemos.

E Jéssica Parker, protagonista do filme Sex in the City que leva o mesmo nome do seriado sobre mulheres de vanguarda em New York City. Abandonada na porta da igreja pelo noivo. Um caso, um “rolo”, que durou dez anos e ousou tornar-se seu legítimo marido ficou com medo de encarar o altar depois de duas experiências fracassadas de casamentos mal sucedidos. Durante o enredo a cerimônia de casamento é vista como um negócio lucrativo, menosprezando assim os sonhos e fantasias comuns as Cinderelas do século XXI que fingem não ligar para toda esta ritualística.

Não acho que a culpa esteja nos homens. Eles estão tão perdidos quanto as mulheres em suas contradições. Quem consegue entender nossas vivências? Por que suportamos tanto? Esta atitude suicida será uma prova de ousadia ou covardia? Quem consegue medir o quanto suporta o coração de uma mulher e pra quê? Haja força para ser como as mulheres! Helenas e Marias. Amélias e Luízas. As que são mães e as que nunca serão. As virgens e as vítimas de estupro. As chefes e as faxineiras. As da política e as mais belas modelos do mundo. As cientistas e as artistas. As gueixas antigas e as prostitutas modernas. As policiais e presidiárias. Bombeiros e incendiárias. As religiosas e as bruxas... As menos ou mais encantadoras criaturas que habitam neste planeta e são movidas pela necessidade de amor.

Tinne Fonseca
_ A Imperatriz



Moqueca de Soja

Receita Vegetariana Vegana

Caldeirão da Bruxa Vet
Meus Experimentos na Cozinha

(Tinne Fonseca)



Moqueca de Soja


Ingredientes:
· 1 Pimentão Vermelho
· 1 Pimentão Amarelo
· 1 Pimentão Verde
· 1 Cebola Grande
· 1 Tomate Grande
· 1 e ½ Copo de Leite de Côco
· ½ Copo de Extrato de Tomate
· Soja em Cubos
· 1 Limão ou 1 Laranja
· Azeite de Oliva
· Alho Socado ou Tempero de Legumes
· Cheiro Verde e/ou Cebolinha a gosto
· Pimenta do Reino a gosto
· Sal

Preparo:
Deixe os cubos de soja em água morna por 15 minutos. Retire a água, corte pedaços menores e descanse a soja no suco de limão ou de laranja até a soja ser colocada na panela. Corte os pimentões, a cebola e o tomate em rodelas grandes. Numa frigideira funda coloque o azeite, alho ou tempero de legumes e a cebola para dourar. Acrescente o tomate e deixe até desmanchar as rodelas. Acrescente o extrato de tomate. Coloque a soja sem o suco na frigideira. Acrescente o cheiro verde e/ou Cebolinha a gosto, sal e pimenta do reino. Deixe ferver por alguns minutos até a mistura parecer homogenia. Coloque os pimentões sobrepostos na seguinte ordem: vermelhos, amarelos e verdes. Tampe a panela por mais cinco minutos. Desligue o fogo e acrescente o leite de côco misturando levemente para ser servido como quiser.

Sugestão de Acompanhamento:
Arroz comum ou Arroz Integral. Suco de frutas da época ou Vinho Branco.


Por que muitas pessoas insistem em se relacionar com parceiros egoístas?

Porque eles são sexualmente mais atraentes, porque não amam de verdade e apenas se deixam amar_ e para quem tem medo do amor pleno isso é muito interessante. O generoso ama e o egoísta se deixa amar. Porque e capaz de cuidar de muito bem de si e isso desperta admiração e inveja. O generoso é pouco competente para receber qualquer tipo de atenção ou presente material, tem dificuldade até mesmo para dar de si mesmo. O generoso é vaidoso e dominador. Age com tolerância e bondade, mas sua conduta é baseada no temor de perder afetos e medo de situações agressivas. Não é bom de briga. Usa sua tolerância para se sobrepor e para ter o egoísta em suas mãos.

Entrevista de Erica Andrade com o Psicoterapeuta Flávio Gikovate _ Correio Braziliense, 20 de julho de 2008.

Farofa de Nozes

Reveita Vegetariana Vigana


Caldeirão da Bruxa Vet
Meus Experimentos na Cozinha
(Tinne Fonseca)



Farofa de Nozes

Ingredientes:

· 2 Xícaras de Nozes Picadas
· 1 Xícara de Grão de Trigo Germinado
· 1 xícara de Uva Passas
· 1 Xícara de Linhaça
· Noz Moscada a Gosto
· Sal


Preparo:
Triture as nozes. Acrescente todos os ingredientes citados: grão de trigo germinado, uva passas, linhaça, sal e noz moscada. Misture bem e sirva. Use como acompanhamento para outros pratos.

Sugestão de Acompanhamento:
Arroz comum ou Arroz Integral. Salada Verde. Legumes e Verduras. Carne de Soja preparadas de diversas formas. Suco de frutas da época.


Tuesday, July 15, 2008

Festinha na Floresta








Seria incrível se existisse uma música que quando penetrasse o corpo curasse qualquer doença
(autor desconhecido)






Wednesday, June 25, 2008

Perdendo para a Doença

Abro a porta do consultório após o penúltimo atendimento do dia desejando melhoras para aquele que se retirava na esperança de alcançar a saúde. Logo me deparo com uma mocinha que esteve lá há poucas horas e me espanto ao vê-la cabisbaixa. “_ Doutora, podemos conversar!” Dirigiu-me a palavra uma mulher que me parecia desconhecida sala de espera. E ao mesmo tempo a secretária “_ Por favor, uma palavrinha.” Sorri para a moça e a mulher. Pedi para que aguardassem enquanto eu me dirigia a recepção. “É uma emergência, não entre na sua sala sem antes saber o que está acontecendo, a situação é grave... A chefe da clínica precisa falar com a senhora, e pediu para eu lhe dizer para não trancar a porta.” Logo percebi o clima pesado, ao seguir os passos da secretária. “_ Doutora, por aqui.” No corredor eu e a chefe com uma cara de que algo estaria prestes a acontecer. “_ Não entre sozinha, estaremos juntas. Não há nada o que se possa fazer. Chegamos ao nosso limite. Não podemos prosseguir com a intervenção clínica. Mantenha a calma.” Dizia a chefe como se quisesse cuidar de mim. É uma profissional mais experiente, bem mais velha e aparentemente muito mais nervosa que de costume. Respirei fundo quando compreendi o perigo em frações de segundos. “_ Um café!” Preciso de um café para me acalmar por dois ou três minutos até encarar o mostro a minha espera. Em menos de cinco minutos o quadro estava claro e as ordens definidas pela doutora chefe. “_ Agora vamos entrar lá!” Disse ela tocando discretamente as minhas mãos que estavam frias. Quatro lugares, a mesa e o clima sombrio. Olhos nos olhos. Corpos que se comunicavam sem usar uma só palavra. Veio então “o surto”, a crise manifestada. Eu juntei minhas mãos e fiz uma oração. Eu queria me expressar, queria poder mudar o rumo das coisas se o tempo pudesse voltar atrás... Não tinha mais jeito, provavelmente à falta de jeito me trouxera até este ponto. A doença instalada era agressiva, eu a contive minha direção. Um outro lado mais fraco recebeu a carga, embora fingisse ser firme enquanto minha presença demonstrava proteção e atitude. Foi quando a chefe disse que não poderíamos continuar. Ela me fez elogios dizendo em bom tom que eu era uma excelente profissional e que sabia que eu havia feito um bom trabalho. Era a hora de eu me retirar, eu deveria romper o vínculo com aquela dica. Tensa, mas sabendo obedecer aos comandos sem vacilar, o fiz. Veio o desespero da sensação de perda, a paciente chorou a despedida. E também veio uma lágrima minha escondida do canto esquerdo do rosto. Era a força da doença que devastava os laços, arrasava a vida e os planos futuros. Por que tanta impotência? Eu não aceito perder assim, mas não tive escolha. Foi uma decisão profissional. Segundo as regras, foi a melhor coisa a ser feita. Retiraram-se da sala a chefe emocionada e a dona da culpa, esta satisfeita e aliviada. Por que a doença deve sentir este alívio? Não é justo! Ficaram a ferida exposta e a minha ferida escondida. Ficamos frente a frente. Eu fiz a minha despedida dizendo que não queria que tivesse sido desta forma e que mesmo tomada por uma sensação ruim e indescritível eu tinha a certeza de ter agido certo e feito o meu melhor. Minhas mãos suadas perceberam um abraço e um agradecimento daquela que foi a mais prejudicada no procedimento. A triste voz dela ainda fica ecoando em minha cabeça, “_ Eu sei que você sempre me ajudou, obrigada!”. Na sala de espera o próximo me aguardava. Fui ao banheiro, bebi um copo com água. Fixei meus olhos na parede azul... E voltei a atender. Ao sair da clínica não quis falar com ninguém, apenas precisava sair dali. Fiz do volante do carro o meu amigo para o desabafo. Levei três vezes mais o tempo de chegar até minha casa... No dia seguinte acordei desanimada para o trabalho. Me questionei se tanto estudo realmente teria valido a pena. Seria eu capaz de oferecer uma ajuda eficiente? Seria esta tal ciência tão indispensável? Levantei-me, e antes do primeiro gole de leite meu telefone já estava a tocar. Um... Dois... Três telefonemas, todos recebidos antes mesmo de eu sair de casa. Ainda há alguns loucos por aí que acreditam que eu sirvo para eles. Digo a minha mãe: “_ Olha, não vou ter tempo de almoçar em casa e só deixo o consultório às vinte horas...”. E ouço-a gritando, “_ Vou colocar umas frutas num potinho pra você levar. Vê se não fica sem comer! E nem fique comendo besteira na rua... Você precisa cuidar melhor da sua alimentação. Precisa cuidar da sua saúde também!”. Isso faz parte do papel da maternidade que ela exerce, e eu deixo, pior se não houvesse de ser assim. E a vida continua exigindo sua manutenção, não há como parar e é preciso seguir em frente. Então, sigo para mais um dia que me exigirá paciência, sensibilidade, bom humor, perspicácia, raciocínio rápido, conhecimento teórico, habilidade prática, boa memória, ética, regras, desejos, conflitos, intervenções, enfrentamentos e resoluções. E, principalmente, a crença de que vou conseguir lutar para que a doença não vença!
Tinne Fonseca
_ A Imperatriz

Sunday, June 22, 2008

Prêmio


Agradeço a Indicação deste Prêmio!
(Tinne Fonseca _ A Imperatriz)
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Recebido de: Acorde em Mi Maior
Indicação: Documento Tupiniquim
Minha recomendação é para um BLOG que
tenho apreciado ultimamente, mas adoro todos os
que eu indico na minha lista de links!

Mudando...

(tinne Fonseca, A Imperatriz)

Nada de Pão, doces e refrigerantes,
Caminhadas três vezes por semana no mínimo.
Chega de ficar em casa,
A ordem agora é viver coisa nova!
Estou voltando ao ritmo de visitas e viagens,
Neste final de semana fui a Pirenópolis,
Em sete dias estarei em São Paulo fazendo um curso.
Em julho pretendo estar na Chapada dos Veadeiros,
Festival Trance de Inverno, dançar com a lua e dormir na mata.
Atualizações Necesárias: Máquina Digital, Secretária Eletrônica,
Laptop, Celular, Internet 3G em qualquer lugar e fones de ouvido.
Comprei um abajur melhor, mais ainda preciso ir ao oftalmologista.
Nutricionista, Dermatologista, Dentista... E fazer o “Preventivo”.
Me perdi por aí, e não sei onde coloquei tanta coisa...
Onde será que está meu pen drive com gravador de voz?
Minhas luvas? Meu Casaco de Neve? Meu Guia Quatro Rodas?
Meus livrinhos dos Vigilantes do Peso? E o Medicina de A a Z?
Nossa! Por onde mesmo eu estive durante todos estes dias?
Onde estava “Eu Mesma”? Ah! Já sei... Ocupada com os outros!
O cansaço e a preguiça de fazer coisas por mim não me dominam mais,
Se eu me deixar levar por tudo isso vou querer pouco, conhecer pouco,
Escrever pouco, amar pouco, me contentar com o pouco... E viver pouco!
Cansei de passar o final de semana entre relatórios e palavras ao vento,
Dez anos de formada, doze de carteira, oito em clínica multidisciplinar,
Sete em consultório particular, mas preciso de novos desafios.
Preciso refazer meu currículo, meus contatos, minhas contas,
Meu Imposto de Renda, meus apegos e afetos, minha vida...
Vou molhar a grama, lavar o carro, tomar sol e cuidar das flores.
Vou olhar pra fora, aceitar convites, tomar um porre e cuidar das dores.



Tinne Fonseca
_ A Imperatriz

Thursday, June 19, 2008

Mais um ano de Aniversário do Blog!!!

Indefinido e Infinito...

E como se o tempo não houvesse passado, ainda tens a mesma pele macia. Ainda me chamas de linda tantas vezes que eu ainda acredito. Ainda me olha como se entrasse não só em meu corpo como também em minha alma. Eu tento resisti, mas com jeito tu chegas e eu vou deixando. Depois eu não consigo mais escapar e te desejo. O único movimento de fuga é o das horas. Será meu veneno e meu vício pra sempre, meu querido eterno “qualquer coisa”...

Aprendi como lidar com as emoções capazes de me confundir. Cansei de tentar entender as coisas! Isso é mesmo tudo o que pode ser. O que vai durar pra sempre não pode ser desgastado com questões rotineiras. O resto eu deixo pra estragar com outro. Aprendi a gostar de você como dá para ser. Não seria suficiente para mim se fosse de outra forma. No fundo eu sei que para muitas outras coisas você não serve...

Se a gente tivesse formalizado o ato, talvez os valores agregados destruíssem a nossa harmonia perfeita. Não haveria sido selado como eterno o êxtase momentâneo e o prazer completo que se despede sem a obrigação de acontecer novamente. Não quero me preocupar com o que nasceu para viver sem rumo, não é você quem eu quero como o que vai definir o rumo da minha vida. Amo liberdade pela possibilidade da escolha...

Você me faz rir quando tenta explicar o que acontece com a gente através de vidas passadas e feitiços. Certa vez quando você chamou a morte para perto de si dissestes que ao deixar de viver viria puxar meu pé à noite ou beijar o meu pescoço para sentir meu cheiro, pois nunca iria me deixar. A gente se entende, mesmo sem querer. A gente se quer, mesmo sem poder. E o que poderia vir a ser diferente a gente não quer! Não nesta vida...

Não há sentimento nesta relação? Ela se basta para aquilo que se propõe. Para o que completa quatro anos. Idas e Vindas que deixaram pelo caminho as expectativas e cobranças. Sem amarras, sem rótulos e com a sociedade hipócrita e medíocre fora disso. É bom ouvir-te dizendo de tua paz, tua vontade, teu carinho por mim e da impressão que tens que o mundo pára quando estamos juntos. Felizmente _ou não, o mundo continua dando suas pausas para manter-nos unidos...


Tinne Fonseca
_ A Imperatriz

Friday, June 06, 2008

Futebol Medieval

Tuesday, June 03, 2008

Atitudes Gritantes por trás do Silêncio

Eu não quis manter as lembranças por perto e numa pequena caixinha guardada na minha sombra sufoquei meu sentimento por ti. Elas ficaram ali escondidinhas, eu quase não as notava. Não tinha direito de cobrar promissórias que assinei com meus sonhos, ninguém prometeu que seria pra sempre. Estava certa que jamais precisaria resgatar a intensidade deste romance. Despedi-me. Na memória levo o inesperado do luto. Coisas que o tempo levaria com o passar dos anos...

Para a manutenção da boa educação eu fui cortez. Você diz não saber até onde somos educados um com o outro. Você se preocupou em não me magoar, mas não conteve suas palavras para declarar seu carnal desejo marginal por me ter como uma fruta doce. Em segredo eu deixei a vontade de ver o tigre tatuado e a mostra quando estavas nu. Somente para você o sexo pelo simples prazer alcançado durante o ato faria sentido. Calei-me. E eu não quis dar o braço a torcer por minhas expectativas além da cama.

Eu tive que me contentar quando disse que de “certo modo” eu sempre fui especial porque eu controlava suas tempestades e te confortava. Afastei-me. Infelizmente, não foi a sua presença que eu tinha quando era eu quem estava presa a Caverna dos Demônios da Montanha Obscura e fabricava pérolas dos meus mais diversos sofrimentos. Muita coisa aconteceu sem a sua participação _ nem se quer estiveram relacionadas a ti, e você não percebeu. Mesmo assim se achou no direito de me cobrar o motivo das cicatrizes.

Maldita hora do reencontro! Ingenuidade a nossa pensar que o passado não viria à tona sendo influenciado pela frieza e distância estabelecia nos últimos meses. Nem as tatuagens se mantiveram as mesmas. Foi duro ler um nome de mulher que não exista antes entre as estampas coloridas visíveis do seu corpo. Apesar do bem que fizemos um ao outro, te ver novamente nos destruiu. Senti-me uma taça de cristal quebrada, sem concerto. Como se só me restasse o lixo, ser descartada da sua vida para sempre.

Confessei minha fraqueza por não ter conseguido sair da relação sem me sentir envolvida. Mostrei-me. Revelei finalmente o que senti. Não pedi solução rápida para um problema, não exigi que você tivesse algo a dizer e muito menos precisava ser aconselhada. E ouvi um rosário completo sobre modernidade e mulheres da minha geração. Dane-se o que elas fazem ou pensam, nenhuma delas vai chorar minhas lágrimas! Se quiseres ser mais leal e verdadeiro precisa aprender a lidar com a verdade dos outros ao invés de tentar corrigi-los.

Sinto ter te atingido sem ter lutado, minha resistência foi o meu maior ataque. E sua reação proporcional ao seu momento atual, talvez nem haja relação comigo. Deveríamos ter nos enfrentado no tatame, seríamos melhores e mais justos se fossemos lutadores profissionais. Não quis seguir as suas regras e você fingiu muito mal ter aceitado as minhas. De nada adiantou uma conversa cilivizada sobre família, carreira e planos para o futuro. Conversas sem nexo, palavras jogas fora quando se tinha muito a dizer.

Provavelmente eu tenha me apaixonado por alguém que eu pensava que você fosse... , um personagem saído das histórias épicas de guerras e conquistas. Já não sei se era a máscara ou o próprio mascarado quem me aproximava do êxtase físico e literário. Sua fantasia me preenchia e me conectava com o sagrado trazendo uma esperança renovada, como encontrar-me com guerreiros reais encarnados. Acreditei que pudesse haver homens capazes de tornar o mundo melhor por suas convicções e atitudes. Porém, deparei-me apenas com meninos grandes e suas armaduras...


Tinne Fonseca _ A Imperatriz
01 de junho de 2008

Sunday, June 01, 2008

Thursday, May 22, 2008

Encontro Das Águas

Jorge Aragão
Composição: Jorge Vercilo/ Jota Maranhão

Sem querer te perdi tentando te encontrar
Por te amar demais sofri, amor
Me senti traído e traidor
Fui cruel sem saber que entre o bem e o mal
Deus criou um laço forte, um nó
E quem viverá um lado só ?
A paixão veio assim afluente sem fim
Rio que não deságua
Aprendi com a dor nada mais é o amor
Que o encontro das águas

Esse amor
Hoje vai pra nunca mais voltar
Como faz o velho pescador
Quando sabe que é a vez do mar
Qual de nós
Foi buscar o que já viu partir,
Quis gritar, mas segurou a voz,
Quis chorar, mas conseguiu sorrir ?
Quem eu sou
Pra querer
Entender o amor?

Abismo - Jorge Vercilo e Ana Carolina

Tuesday, May 20, 2008

Por que são raras as Pérolas?

As pérolas são raras por estarem ocultas no interior das conchas, tornaram-se o símbolo do conhecimento velado e da sabedoria. Pura e preciosa, porque é retirada de uma água lodosa, de uma concha grosseira, surge tão bela e tão límpida. A pérola é fruto do sofrimento. A ostra deixa-se penetrar por um simples grão de areia, a dor, que passa a irritar o seu corpo. A ostra é também uma artista extremamente paciente capaz de esperar anos para concluir a sua obra de arte, buscando sempre a perfeição, mas quase nunca a atingindo. Nessa sua labuta incansável vem brindando a humanidade com verdadeiras obras de arte. A essência da causalidade não se detém jamais, e a pérola estará para sempre brilhando. Não há ação ou pensamento que exista separadamente, mesmo nossa perplexidade ou preocupação. Conseqüentemente, inferimos que mesmo o ir e vir na Caverna dos Demônios da Montanha Obscura, nada mais vem a ser que a própria pérola resplandecente...

Foi Assim:

Eu ontem falei das pérolas... Falei do que passou. Falei da dor. Falei do ensinamento. Falei do aprendizado. Falei da saudade. Falei do que foi bom. Falei do ainda poderia ser melhor. Falei do meu sentimento. Falei do verdadeiro. Falei do medo. Falei dos cacos. Falei da vontade que quis estar ao lado. Falei do abraço. Falei do corpo. Falei da entrega... Ouvi o que poderia ter sido, do não medo, do não magoar, do não compreendido, do não tentar, do suposto nunca escolhido, do meu corpo por ele sentido, do desejo ainda reprimido, do banho quente, do dom marginal, do de certo modo o que sempre fui... Ouvi a voz que me preenchia, ela dizia que eu a acalmava. Nós falamos do que sentimos um pelo outro e nos encontramos com o vazio. Com minhas mãos geladas e o coração na boca eu perguntei: "_Por que a gente não deu certo?" E ele me disse: "Eu não sei...!" Quando senti que o fogo poderia ser perigoso eu relutei; "_ Desculpe, eu não posso!". Ele me deu razão; "É melhor, você está certa...". Ficamos com a lembrança do brilho dos dias, bons dias, que não voltam mais. E o futuro? Espero sinceramente estar disponível para tentar e vê-lo preparado para esta luta, mas não sei quando e se isso está por vir. Alguma coisa ainda trás a tona este amor, se é que é amor, este sentimento engasgado...

(Tinne Fonseca _ A Imperatriz)
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Nem bom, nem ruim... Necessário!

Sunday, May 18, 2008

Colcha de Problemas


Dos meus problemas fiz um acolchoado de retalhos,

pedaços de dificuldades

que me fazem lembrar da minha capacidade de superar momentos difíceis,


e vejo pedaços que me lembram fatos onde eu tinha certeza que não iria resistir,


onde eu queria mesmo era morrer, sumir...


Amores perdidos que me fizeram sofrer,


mortes inesperadas que me deixaram vazio,


promessas que não aconteceram,
doenças,


discussões tolas,
brigas e desavenças,


sonhos que viraram pesadelos...


Um acolchoado triste, pesado, mas cheio de lições importantes,


cheio das minhas impressões,


do que eu era e do que me transformei,


por isso essa força tamanha que carrego comigo por onde for,


e se encontro alguém sofrendo pela estrada tiro da minha colcha um retalhinho,

um pouco da minha experiência com a dor,


e mostro carinhosamente o caminho onde há flores, espinhos e amor.


Peço para a pessoa olhar lá na frente,

além do problema e da dificuldade,


depois olhar para dentro de si mesmo,


e encontrar a solução para tudo,

pois a dor vem dos outros, a decepção também,


mas a solução está onde sempre deve estar,


dentro de você, criatura divina, feita para brilhar.


Ame-se!


Eu acredito em você.



TEXTO: Paulo Roberto Gaefke

Thursday, May 15, 2008

Venus e o Sol

Como dar Vida as Nossas Vidas - Monja Coen Sensei







Wednesday, May 14, 2008

Holocausto Infantil

(Moacyr Scliar)

“Os laços afetivos desencadeiam emoções verdadeiramente vulcânicas. O ódio a uma pessoa próxima muitas vezes é de tal ordem que inevitavelmente leva ao crime”

Numa carta famosa, Albert Einstein perguntou a Freud como explicar o fato de que, nas guerras, uma minoria consiga arrastar povos inteiros para o conflito e a desgraça. Freud respondeu de maneira igualmente famosa, mencionando duas forças que coexistem no ser humano: o instinto de vida, Eros, que, partindo do amor e da sexualidade, busca preservar a existência; e a pulsão da morte, inata dentro de cada um de nós. Esta última passou a ser designada por Tânatos, que, na mitologia grega, simbolizava a morte. Tânatos era irmão gêmeo de Hipnos, o deus do sono _ uma sugestão que a morte é apenas um passo, ainda que decisivo, na trajetória dos seres vivos.

Freud tinha boas razões para pensar na morte. Afinal, ele viveu a Primeira Guerra Mundial, com seus medonhos massacres; e viu a ascensão do nazismo, desencadeador de uma guerra que ele, no entanto, não chegou a presenciar: morreu exatamente no mês e no ano em que ela teve início, setembro de 1939.

Essas coisas nos vêm à mente neste momento em que o país todo discute, não raro com revolta e indignação, o assassinato da menina Isabella. A pergunta que nos atormenta é mais do que óbvia: como alguém pode matar uma criança, uma criaturinha fraca, indefesa, que mal começou a viver? É possível o ser humano fazer uma coisa dessas?

É possível, diz Freud. Aliás, não só ele. O tema do assassino movido pela forte emoção aparece já no começo daquele que é um texto fundamental de nossa cultura, a Bíblia. O primeiro crime é praticado pelo irmão da vítima, movido por uma cega inveja. E esse tema será constante na mitologia, no drama grego. Sinal de que corresponde a uma realidade. Uma realidade ainda mais dolorosa no caso dos crimes de sangue em que pessoas matam apesar dos laços afetivos que unem, por exemplo, pais e filhos.

Apesar dos laços afetivos? Não, justamente por causa dos laços afetivos. Os laços afetivos desencadeiam emoções verdadeiramente vulcânicas. O ódio a uma pessoa próxima muitas vezes é de tal ordem que inevitavelmente leva ao crime. Trata-se de uma tensão absolutamente insuportável. E aí podemos compreender o assassinato de pais, irmãos, esposos _ de filhos. O parricídio é um exemplo. Na tragédia de Sófocles, Édipo mata o pai aparentemente por uma fatalidade. Mas será que foi mesmo fatalidade? Será, pergunta Freud, que isso mão corresponda a um impulso existente em todos nós?

Ao conceito de parricídio, o psicanalista argentino Arnaldo Raskovsky ajuntou ao filicídio, que é uma variável extrema do infanticídio, uma prática tão sóbria como antiga que obedecia a motivos vários, controle populacional, ilegitimidade, falta de condições para manter família, eliminação de crianças defeituosas (o que era comum em Esparta).

As estatísticas a respeito são impressionantes, mesmo em países avançados: no Canadá, por exemplo, os menores de 18 anos representam 17% dos homicídios, dos quais 76% praticado por um membro de família; geralmente matando um filho ou uma filha. O mesmo aconteceu na Suécia, na Dinamarca, No Reino Unido. Um verdadeiro holocausto infantil, resultante, na maior parte das vezes, de doença mental: mais da metade dos pais filicidas têm um diagnóstico psiquiátrico. A isso devemos acrescentar os maus-tratos infantis, dos quais muitas vezes resulta a morte da criança.

É medonho, mas é humano. Faz parte da nossa maneira de ser, é a materialização das fantasias que habitam os escuros desvão de nossa mente. O processo civilizatório, diz Freud, consiste exatamente nisso, em domar os instintos, canalizando a agressividade para coisas como o trabalho. Pagamos um preço por isso, que é o preço da neurose; mas, conhevamos, é melhor elaborar nossos problemas na terapia, ainda que seja doloroso, do que descarregar nossa fúria de maneira cega.

Tuesday, May 13, 2008

AMAR

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e
uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuido pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.

Carlos Drummond de Andrade

América do Sul em Crise Diplomática

March 4th, 2008 Brasil, Crônica, Mundo

Brasil e Argentina nas eliminatórias pra copa? Nãããooo…
A crise diplomática na América do Sul acaba por colocar a todos mais apreensivos com as hostilidades entre Colômbia, Equador e Venezuela.
Tudo se deu início na investida colombiana contra as
FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que se posicionavam em território equatoriano, ataque esse que matou o número 2 da organização, Raúl Reyes, de 59 anos, e mais algo em torno de 10 guerrilheiros no local.
O presidente equatoriano Rafael Correa classificou a manobra do exército colombiano com ação de guerra, e retirou seu embaixador da capital colombiana, expulsou prontamente o embaixador da Colômbia de Quito e moveu tropas para a fronteira entre os dois países. Ao mesmo tempo, o já famoso presidente venezuelano Hugo Chaves, que não poderia deixar essa oportunidade passar, manifestou de imediato seu apoio à Correa, retirou seu embaixador de Bogotá, e também moveu tropas à fronteira. Chaves diz não querer a guerra, mas não pode deixar que o império (E.U.A.), e nem “seu cachorro” venham a atacá-los, num de seus discursos típicos.
O presidente colombiano Álvaro Uribe, acusado de ambos os lados e após ter suas desculpas negadas pelo Equador, contra ataca dizendo que revelará documentos que comprovam o relacionamento entre as FARC e os governos de Equador e Venezuela, assim como se mostra extremamente preocupado (o governo), com esse relacionamento e apoio ao terrorismo. O governo colombiano disse que não irá mover tropas para as fronteiras, apesar do número de soldados nas divisas ultrapassarem 40 mil em 03/03/08. O Brasil tenta de alguma forma mediar a situação apoiado pelos governos argentino e chileno. Tentam reduzir a tensão na faixa de conflito alegando respeitar as medidas tomadas pelos países envolvidos, mas que mesmo assim não podem ficar indiferentes ao possível conflito.
Resumo apresentado, o que tenho a dizer é que enfim teremos mais atenção. A pacífica América do Sul, sempre grande fornecedora de café, cana de açúcar, cocaína, caipirinha, mulatas e amazônias, agora desperta atenção pela possibilidade de conflito internacional. Bacana, né!? Há pouco tempo tivemos alguns tornados no sul do Brasil, e com isso pensei: “Poxa vida! Acho que estamos nos tornando primeiro mundo começando pelo lado ruim, os desastres…” Agora vamos ter guerra também. E com o governo dos E.U.A. apoiando a Colômbia o negócio pode ficar feio. Tomara que não haja a possibilidade do Brasil entrar no conflito, mesmo que seja pra separar na briga a base de bala, pois por aqui somos sempre a turma do “deixa disso”. Pacíficos, sabem? (Até demais, diga-se de passagem). Não gostamos de briga. Preferimos disputar numa boa mesa de sinuca e pronto, quem perder paga a ficha e a rodada de pinga.
Pra variar, os E.U. A. já meteram o bedelho onde não eram chamados. Além do governo atual, Obama Lin Baden (o famoso Barack Obama) e sua concorrente à disputa pelos democratas, Hillary Clinton, já deram declarações apoiando a ação colombiana contra as FARC, mas pedindo calma e que resolvam tudo com diplomacia. É mole!? O governo de Bush, o malvado, é também totalmente a favor das investidas colombianas contra a organização terrorista, e também pede tranqüilidade nas negociações. Porém, vindo do governo atual, acho que eles estão doidinhos pra sair um quebra-pau por lá, assim podem invadir e matar metade da Venezuela procurando Hugo Chaves, e por fim não conseguir.
E o Excelentíssimo Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, o grande Molusco? A postura do “deixa disso” é o melhor mesmo. O que ele iria fazer? Apoiar uma guerra é o mesmo que dizer: “Podem derrubar a Amazônia toda, companheiros, precisamos de mais papel…”. Não se pode assumir lados num episódio como esse. E vou dizer uma raridade partida deste que vos escreve e creio nunca terem me visto fazer: “Tá certo, senhor L. I. Moluscão da Silva! Muito bem! Bom menino!” Se bem que errar nessa seria motivo pra surra em praça pública. Então não é elogio, é dizer que está cumprindo sua obrigação… mas não faça m*rda pelo amor do Divino. Acerta uma só, por favor.
Se bem que, se o pau quebrar, se morrer um monte de inocentes, se os estadunidenses “escrotarem” com tudo como é de costume e o governo tupiniquim phoder alguma coisa… qualquer coisa… como também é de costume, tudo estará dentro da rotina mundial.


Fonte: G1 Notícias
site: http://documentotupiniquim.com/?tag=brasil

Muito bom este site! Os textos são
de altíssima qualidade. EU RECOMENDO!!!

Tudo passa...

Os fatos são esquecidos para se tornarem lembranças adulteradas. Cada um guarda dentro de si o que escolheu entender daquilo que se passou. A paisagem, a temperatura, as palavras, o sacrifício, o zelo, o pesadelo... “_ Como era mesmo aquela estória?”.

O cenário se transforma de acordo com a visão do espectador. A mulher lembrava-se do travesseiro macio. O homem guardou consigo o valor e a nota fiscal da conta paga. A menina ainda sentia o cheiro do perfume que fazia com que ela recordasse do abraço dado. O menino era surpreendido quando se via sorrindo atoa das luzes coloridas que lhe vinham à mente. E assim tudo passa para um dia ser esquecido.

As pessoas passam em nossas vidas para serem vivenciadas até a despedida. Mesmo quando não dizem adeus elas vão embora. Passam como se apenas tivessem pegando carona no bonde do dia-a-dia. Em algum lugar há a descida. Por idas e vindas o trilho percorre caminhos repetitivos, mas os passageiros não são os mesmos.

Estou esperando chegar o momento quando o que eu sinto hoje vai passar. Eu sei que vai passar! Pois tudo passa... Sei que vai me deixar mais cedo ou mais tarde. Não haverá de permanecer comigo e seguirá seu próprio rio.

Por que assumir este peso se ele irá embora depois? Quietinha eu permaneço e meus sentimentos _quando não estão com medo, tentam perceber o que há de belo nisso. Quando tudo passar haverá de ficar algum aprendizado. E quando o que eu tiver aprendido fizer parte daquilo que eu me tornar, então fazer-se-á devidamente esquecido.


Tinne Fonseca _ A Imperatriz
Maio/2008

Monday, April 28, 2008

Saturday, April 26, 2008

Meme e Selo I

Recebi um selo e um meme;
Gostaria de agradecer a MILLA, http://acordemimaior.blogspot.com/

Não só por ter mandando, mas também por deixar sempre sua marcar por aqui.
Espero ter feito isso da forma correta.
Um carinho especial para Milla e
Um abraço pra todos,
Tinne Fonseca _ A Imperatriz





1 - Por que resolveu criar um Blog?

Bom, em 2005 eu terminei um relacionamento de 8 (oito) anos. Me sentia meio perdida, sem saber o que fazer nas horas vagas. Meus dias eram intensos e de repente ficaram soltos pelo ar. Além de precisar elaborar questões internas e viver outras tantas até então não vividas, eu precisava organizar minhas idéias. O blog, assim como várias outras coisas, me ajudou a ouvir meus pensamentos e externalizar meus sentimentos.

Com o passar do tempo eu mesma fui retirando alguns textos e imagens que eu não precisava e não queria ter mais contato. O blog mudou bastante de lá pra cá, mas ficaram alguns resquícios... Continuo me reconhecendo um pouco a cada dia em tudo o que eu escrevo.

2 - O que te dá mais prazer em blogar?

Meus textos... Minhas aventuras, revoltas e risadas.

3 - Indique um blog bom e um blog que você não gosta e porque?

Gosto dos blogs que estão nos meus links, cada qual com seu estilo, mas posso citar o da BB, atualmente EU NÃO e o do Tico Sta Cruz, Clube da Insônia. Não gosto de vários outros... Não conheci muitos blogs bons profundamente. Aonde a gente arruma tempo pra isso?

4 - Qual seu tipo de música e quais suas bandas favoritas?

Tem muita letra porcaria por aí, tem muito som fraco também. Eu ouço música clássica e trance. Gosto de algumas linhas de raça, convicção e respeito, como em alguns grupos de R.A.P. e algumas bandas de metal mais pesado. Gosto de cantar a paz, como em algumas músicas de reggae. Mas não me venha com “A Dança da Bundinha” e muito menos com “Você me enganou, você me enganou, você me enganou...”, isso eu não suporto! Tem muita gente valorizando músicas estrangeiras sem saber o que elas dizem, gosto de entender o que escuto e dar sentido a isso em minha vida. Tem alguns cantores e bandas estrangeiras que eu gosto, mas sou apaixonada por Música Popular Brasileira de qualidade e Rock-in-roll. Principalmente, gosto de combinar letra e harmonia musical porque meu ouvido não é pinico! Esqueci de um detalhe, ainda vou fazer um curso de canto lírico e adoro óperas e musicais... Ah! Faz tempo que eu aprendi que nem tudo que é vendável é bom e não consigo mais ficar ouvindo rádio.

O que eu escuto mesmo todos os dias são as músicas instrumentais, assim como as celtas _ Enya, por exeplo. Esses sons estão comigo aonde eu vou, em casa, na hora de estudar, no carro, no consltório, na hora de relaxar e meditar. Flauta... Pianao... Violino... Vilão... e Pecrusão... Sabe aquela sensão do raiar do dia, do por do sol, do barulho dos animais, das tempestades chegando e de poder voar pelo infinito? rsrsrs... Eu amo tudo isso!!!

5 - Qual assunto você mais gosta de postar?

Aquilo que estiver emergente em meus pensamentos, sentimentos, reflexões, estudos, leituras e minha relação com o mundo. Não dá pra escrever sobre tudo, mas quando me dá vontade eu posto alguma coisa.

6 - Seaquinevasseceusavaesqui?

Eu faria bonecos de neve e tomaria chocolate quente assistindo um bom filme...

Ah! E escreveria e leria mais.

7 - Você é: casado, solteiro, separado, enrolado, disquitado, chutado, viúvo ou outros?

Solteira

8 - Por que você deu este nome ao seu blog?

Pelas cartas do Tarô – A Imperatriz, carta Nº 3. O restante desta informação faz parte do mistério! rsrsrs....

9 - Qual foi o último blog que você visitou?

O da Milla, citada acima.




Tinne Fonseca _ A Imperatriz

Thursday, April 24, 2008

Coisas que Eu Sei

Compositor: (Dudu Falcão)


Eu quero ficar perto de tudo o que acho certo até o dia em que eu mudar de opinião.

A minha experiência, meu pacto com a ciência, meu conhecimento é minha distração.

Eu adivinho sem ninguém ter me contado.

O meu rádio relógio mostra o tempo errado, _ aperte o play.

Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado. Ninguém sabe mexer na minha confusão.

É o meu ponto de vista, não aceito turistas, meu mundo ta fechado pra visitação.

O medo mora perto das idéias loucas.

Se eu for eu vou assim, não vou trocar de roupa.

É minha Lei, eu corto os meus dobrados, acerto os meus pecados,

Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei.

Eu vejo o filme em pausas,

Eu imagino casas,

Depois eu já nem me lembro do que eu desenhei.

Não guardo mais agendas no meu celular, eu compro aparelhos que eu não sei usar.

Ás vezes dá preguiça, na areia movediça, quanto mais eu mecho mais afundo em mim.

Eu moro em um cenário do lado imaginário,

Eu entro e saio sempre quando eu tô afim.

As noites ficam claras no raiar do dia.

Coisas que eu sei são coisas que antes eu somente não sabia...

Agora eu sei!

Saturday, April 19, 2008

Um pouco do Filme Gênio Indomável, um pouco do meu dia-a-dia...

1. Primeira Sessão
O Desafio do Psicólogo



2. Segunda Sessão
O Atendido Desafiando o Psicólogo



3. Terceira Sessão
Formação do VÍNCULO TERAPEUTICO através da expressão da pessoa do Psicólogo, mesmo fora do Cosultório - A MELHOR CENA DO FILME NA MINHA OPINIÃO!



4. Processo Terapeutico
Pequena demonstração do processo de Cura em Psicoterapia





Adoro este filme...
Quis dividir um pouco dele por aqui!
Tinne Fonseca _ A Imperatriz

Friday, April 18, 2008

A Filosofia dos Injustos

Com gestos e palavras, os injustos invocam a morte para si mesmos. Eles pensam que a morte é amiga e a desejam ardentemente, chegando a fazer aliança com ela. São realmente dignos de pertencer à morte. Raciocinando de forma errada, eles comentam entre si:

“Nossa vida é curta e triste; quando chega o fim não há remédio, e não se conhece ninguém que tenha voltado do mundo dos mortos. Nascemos por acaso, e depois seremos como se nunca tivéssemos existido. Nossa respiração é fumaça, e o pensamento é uma faísca produzida pelo coração. Quando a faísca se apaga, o corpo se transforma em cinza e o espírito espalha com ar sem consciência. Com o tempo nosso nome fica esquecido, e ninguém mais se lembra do que fizemos. Nossa vida passa como rastro de nuvem, e se dissipa como neblina expulsa pelos raios de sol e dissolvida pelo seu calor. Nossa vida é uma sombra que passa, e depois de morrer não voltaremos. Colocado o lacre, ninguém mais poderá retornar.

Sendo assim, vamos gozar os bens presentes e usar as criaturas com ardor juvenil. Vamos embriagar-nos com os melhores vinhos e perfumes, e não deixar que a flor da primavera escape de nós. Vamos coroar-nos com botões de rosas, antes que se murchem. [...] A nossa força será regra da justiça, porque o fraco é claramente coisa inútil.

Vamos armar ciladas para o justo, porque ele nos incomoda e se opõe às nossas ações. O justo reprova as transgressões que comentemos contra a Lei. [...] Vamos prova-los com insultos e torturas, para verificar sua serenidade e examinar sua resistência.”


Livro da Sabedoria (2: 1-19)

Monday, April 14, 2008

A palavra de Cuti (Luiz Silva)



“Não” é uma escravidão. Suas várias faces mostram a complexidade do monstro que, de tanto se travestir, chega a se tomar invisível – seu maior perigo. Não enxerga-lo, um vício, ao qual aderem populações inteiras.

Escravizar é o verbo. Angústia, sofrimento e dor, a sua imposição. Poder e manutenção do poder, a finalidade última.

Quando no outro não vemos o reflexo da humanidade, ele se torna passível de ser feito nosso escravo. E por que não enxergarmos essa humanidade que em nós existe? Afinal, existe ou deve ser criada?



O confronto dos desejos de construir e destruir embaça a visão. Mas, ainda assim, é o poder que, no fundo deste túnel, atrai milhões com seu canto de sereia. Será ele a verdadeira manifestação de humanidade? A reposta é sim, acompanhada de uma nova pergunta: poder de e para quê? A esta questão, o poder de escravizar responde com o sadismo. Impingir a dor e iludir-se de estar afastando a possibilidade de senti-la. No fundo abissal, ruge a fera da vingança.

Todo senhor é um escravizado do seu medo. Todo escravizado é senhor da sua vingança. Ambos prisioneiros da crueldade desencadeada pelo primeiro. Por essa razão, os que lutam para transforma-lo em ninguém. Esta condição ideal, a não existência do senhor. A ela chegamos com determinação, pois o monstro tem as suas artimanhas, sabe adquirir novos rostos, maneira de agir, subornar
...

Nos lugares mais distantes das testemunhas, nós ermos do País, ou no desconhecido entre quatro paredes, a corrente, o tronco de suplício, o porão de algum sinistro navio, ancorado em um coração mais sinistro ainda, medra esta flor do ódio: a escravidão. Contra sua legenda de morte nenhuma abolição de letra sobre o papel pode mais que a energia de um quilombo, lá onde se vai buscar a liberdade de fato; lá, onde o aqui-e-agora explode em alegria de lutar, sem tréguas, pela libertação permanente de todos, inclusive de tantos quantos ainda sustentam a canga, vítimas da síndrome de negar o futuro.

Quilombo, palavra-chave que os sentimentos de um novo tempo agradam, para abrir o grosseiro ruído dos meios de comunicação, quando se dará a execução de Rei Midas e será realizada a reforma agrária dos corações e reconhecidos os


CRAVOS VITAIS


Escrevo a palavra
Escravo
e cravo sem medo
o termo escravizado
em parte do meu passado


Criei com meu sangue meus quilombos
Crivei de liberdade o bucho da morte
E cravei para sempre em meu presente
A crença na vida.

A Infância em Tempos Pré-Modernos

O Desenvolvimento Humano
De uma perspectiva Histórica



A Infância em Tempos Pré-Modernos

Nos primórdios da história registrada, as crianças tinham pouco ou nenhum direito, e suas vidas nem sempre eram consideradas de valor por seus familiares mais velhos. Pesquisas arqueológicas, por exemplo, mostraram que os antigos cartagineses freqüentemente matavam as crianças em sacrifícios religiosos e as coloca nas paredes das construções para “fortalecer” as estruturas (Bjorklund e Bjorklund, 1992). Até o século IV d.c., pais romanos eram legalmente autorizados a matar seus filhos se estes fossem deformados, ilegítimos ou não desejados. Após a proibição desta ação infanticida, as crianças não desejadas eram abandonadas para morrer nos campos ou vendidas como escravas ou objetos de exploração sexual ao alcançar a meninice (DeMause, 1974). Até mesmo as crianças desejadas eram tratadas bruscamente segundo os padrões atuais. Por exemplo, os meninos da cidade de Esparta eram expostos a um regime rígido projetado para treiná-los para a dura tarefa de servir um Estado Militar. Quando Bebês, davam-lhes banhos frios para “endurecê-los”. Ao chegar aos 7 anos, quando as crianças nas sociedades modernas estão ingressando no ensino fundamental, os meninos de Esparta eram retirados de suas casas e colocados em barracas públicas, onde eram frrequentemente espancados ou subalimentados para adquirirem a disciplina necessária para se tornar guerreiros (DeMause, 1974; Despert, 1965).

Nem todas as sociedades antigas tratavam suas crianças tão duramente como as cidades de Catargo, Roma ou Esparta. Ainda assim, séculos após o nascimento de Cristo, as crianças eram vistas como possessões da família sem quaisquer direitos (Hart, 1991) e as quais os pais podiam explorar como bem entendessem. De fato, não senão depois do século XII d.C. na Europa Cristã, que as leis seculares passaram a considerar o infanticídio como crime (DeMause, 1974).

Atualmente, discute-se como seria a infância na Idade Média. O historiador Philippe Áries (1962) analisou documentos e pinturas da época medieval na Europa e concluiu que as sociedades européias não possuíam o conceito de infância como conhecemos antes de 1600. As crianças medievais não eram cuidadas com a indulgência e o amparo com que são hoje. Eram normalmente vestidas como versões em miniaturas dos adultos, ou bebendo e farreando com eles em festa. E, exceto por excluir as crianças menores da culpabilidade criminal, as leis medievais geralmente não faziam qualquer distinção entre crimes cometidos por crianças e adultos (Borstelman, 1983; Kean, 1937).

Mas as crianças medievais eram realmente consideradas adultos em miniatura? Provavelmente não. Estudos mais recentes e detalhados da história medieval revelam que a infância era normalmente reconhecida como uma fase distinta da vida, e que as crianças possuíam algumas necessidades acima e além dos adultos (Borstelman, 1983; Kroll, 1977). As experiências vividas pelas crianças na época medieval realizavam atividades econômicas semelhantes às de um adulto da época atual. Ainda assim, é muita presunção afirmar que as sociedades medievais não possuíam qualquer conceito de infância e que tratavam suas crianças como pequenos adultos (Cunningham, 1996).

Fonte: Psic.Desenvol. Inf. e Adol. David S. Shaffer


Sunday, April 06, 2008

"Quando quiser realmente se desvincular de alguém, isso nunca se conseguirá despresando esta pessoa, ou lhe cobrando mental e emocionalmente os erros e ofensas, pois isso só reforça os laços. O perdão dissolve tudo."
Oscar Quiroga

Consciência Social